Urgência

Dente que quebrou na raiz: o que sobrou embaixo da gengiva decide o que dá para fazer em cima.

Dr. José Ricardo Noronha Rodrigues 1 de novembro de 2026 7 min de leitura

Às vezes o dente quebra de uma vez, numa mordida no pão. Às vezes vai se desfazendo aos poucos, pedaço por pedaço, até que um dia a pessoa olha no espelho e só vê um toco escuro rente à gengiva. Nos dois casos, a pergunta é a mesma: ainda tem jeito?

A resposta não está no pedaço que caiu. Está no que ficou. A raiz que continua presa no osso é que define se o dente pode ser reconstruído ou se o melhor caminho é retirá-la e repor o dente de outra forma. Se o seu dente quebrou só na parte de cima, com a raiz intacta, o guia mais completo é o dente quebrado: o que fazer. Este artigo é sobre o caso mais delicado: quando a fratura chega à gengiva ou quando sobrou só a raiz.

Dente quebrou na raiz: o que fazer agora?

  1. Procure o dentista o quanto antes. Uma raiz exposta é uma porta aberta para as bactérias;
  2. Guarde o pedaço que caiu, se encontrar, num recipiente limpo. Nem sempre ele pode ser aproveitado, mas ajuda o dentista a entender a fratura;
  3. Evite mastigar do lado quebrado e prefira alimentos macios;
  4. Mantenha a escovação, com delicadeza na região;
  5. Não tente lixar, colar ou "ajeitar" o dente em casa.

Se houver dor forte, inchaço no rosto ou febre, isso é urgência. Na página de urgência odontológica explicamos como agir. E, se a dor apertar à noite, o artigo dor de dente de madrugada mostra o que fazer até a consulta. Qualquer remédio deve ser orientado pelo dentista ou pelo médico.

Dente quebrou e está doendo: por que às vezes dói e às vezes não?

Depende do nervo. Quando a fratura expõe a polpa, a parte de dentro do dente onde ficam o nervo e os vasos, a dor costuma ser forte, com o frio, com o ar ou até sozinha. Quando o dente já tinha canal, ou quando o nervo já estava morto por uma cárie antiga, a raiz pode quebrar sem doer nada.

E é aí que mora o engano. Raiz que não dói não é raiz saudável. Ela pode estar acumulando bactérias e formando uma infecção no osso, em silêncio, até o dia em que aparece o inchaço.

"O pedaço que caiu conta como foi. A raiz que ficou conta o que ainda dá para fazer."

— Dr. José Ricardo Noronha Rodrigues, Policlínica Dentária de Cabo Frio

Dente quebrou e ficou só a raiz: quando dá para salvar?

Uma raiz pode servir de alicerce para um dente novo. Em geral, o dentista considera a reconstrução quando:

Quando essas condições estão presentes, o caminho costuma ter três etapas. Primeiro o tratamento de canal, que limpa e veda o interior da raiz (se você tem receio, contamos com franqueza como ele é em tratamento de canal dói?). Depois o núcleo, que reconstrói o "toco" do dente, às vezes ancorado num pino dentro da raiz. Por fim, a coroa, a capa que devolve o formato, a mordida e protege o que ficou por baixo. A diferença entre esses caminhos está explicada em dente com canal precisa de coroa?.

Dente quebrou na gengiva: e quando a fratura passa para baixo?

Este é o ponto que mais confunde. A coroa precisa abraçar uma faixa de dente firme, acima do osso, para ficar estável e bem vedada. Quando a fratura desce abaixo da gengiva, essa faixa pode ter desaparecido.

Em alguns casos, ela pode ser recuperada. Uma opção é uma pequena cirurgia na gengiva e no osso ao redor, chamada de aumento de coroa clínica, que expõe mais raiz. Outra é puxar a raiz alguns milímetros para fora com aparelho ortodôntico, o chamado tracionamento. Cada técnica tem indicação e limite, e nem todo dente se beneficia delas. Quando a fratura vai fundo demais, a reconstrução deixa de ser previsível.

3
Etapas possíveis para salvar a raiz: canal, núcleo e coroa
2
Destinos para a raiz: ser reconstruída ou dar lugar a um implante
1º
A radiografia. Ela mostra o que o espelho não mostra

Dente quebrou no meio: quando a indicação é extração e implante?

Há fraturas que não têm conserto, e é mais honesto dizer isso cedo. Em geral, a raiz não pode ser mantida quando:

Nesses casos, insistir em salvar costuma significar gastar tempo e expectativa num dente que vai voltar a falhar. A extração passa a ser o primeiro passo de uma solução, não o fim da história. Depois dela, o implante dentário é uma das formas de repor o dente, e o passo a passo está em como é feito o implante dentário. Existem também opções com prótese. Em alguns casos o implante pode ser colocado logo após a extração; em outros, é preciso esperar a região cicatrizar ou recuperar osso. Isso depende do caso.

Quem decide se a raiz fica ou sai?

O exame. O dentista olha a raiz, testa a firmeza, avalia a gengiva e, principalmente, lê a radiografia, que mostra o comprimento da raiz, o osso ao redor e sinais de infecção. Às vezes é preciso uma tomografia para enxergar uma fratura que a radiografia comum não revela. Só depois disso dá para dizer, com segurança, qual caminho faz mais sentido para aquele dente e para aquela boca.

O dente quebrou rente à gengiva ou sobrou só a raiz? A avaliação mostra se ela ainda pode ser reconstruída ou se o melhor caminho é outro, e quanto antes ela acontece, mais opções costumam existir.

Agendar pelo WhatsApp →

Na Policlínica Dentária de Cabo Frio, o exame é completo, a radiografia é feita na própria clínica e quem avalia é o dono. Há 30 anos, o Dr. José Ricardo (CRO-RJ 22193) e a Dra. Marcia (CRO-RJ 22.194) atendem pessoalmente na Rua Raul Veiga 409, loja 05, Centro de Cabo Frio, os pacientes de Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e região.

WhatsApp (22) 98812-2812, com resposta 24 horas. O que sobrou embaixo da gengiva decide o que dá para fazer em cima.

J
Dr. José Ricardo Noronha Rodrigues Cirurgião-Dentista · CRO-RJ 22193 · 30 anos de ofício em Cabo Frio

Co-fundador da Policlínica Dentária de Cabo Frio em 1998, junto com a Dra. Marcia. Atua em clínica geral, urgências e reabilitação do sorriso.