Ortodontia
Todo mundo que pensa em alinhar os dentes esbarra na mesma dúvida: metálico, estético ou aquele transparente que quase não aparece? Os três funcionam — o segredo é saber o que cada um pede de você e o que o seu caso pede de cada um. Vamos por partes.
É o aparelho de braquetes de metal colados nos dentes, ligados por um fio que o ortodontista ajusta nas consultas. É o mais resistente, resolve praticamente qualquer caso e costuma ser o de investimento mais acessível. O contra é o óbvio: aparece. Para adolescentes, quase sempre é a escolha natural; para adultos, depende de quanto a estética pesa no dia a dia.
Mesma mecânica do metálico, mas com braquetes de cerâmica ou safira, da cor do dente. De longe, quase não se nota. É o meio-termo: mais discreto que o metálico, sem depender da disciplina que o alinhador exige. Pede um pouco mais de cuidado (o material é mais delicado que o metal) e custa mais que o metálico.
Placas transparentes e removíveis, trocadas em sequência conforme o planejamento digital — o Invisalign é o mais conhecido. Praticamente invisível, sai para comer e escovar, sem fios e sem cera. O "porém" é sério: só funciona se ficar no dente pelo menos 22 horas por dia. Alinhador na gaveta não movimenta dente. Em geral é o tipo de maior investimento.
"Não existe aparelho melhor — existe o aparelho certo pro seu caso e pra sua rotina. O metálico não te deixa desistir; o alinhador confia em você. Os dois chegam lá, por caminhos diferentes."
— Dr. José Ricardo Noronha Rodrigues, CRO-RJ 22.193Na média: alinhador > estético > metálico. Mas o total do tratamento depende também da complexidade do caso e do tempo — um caso simples de alinhador pode custar menos que um caso longo de fixo. Por isso o valor sério só sai na avaliação. Sobre isso, já escrevemos um artigo inteiro sobre o que define o preço do aparelho — incluindo a pegadinha da "mensalidade baratinha".
Em qualquer um dos três, a maioria dos tratamentos dura de 1,5 a 3 anos. Quem define a velocidade não é o tipo de aparelho, e sim a complexidade do movimento e a sua colaboração: comparecer aos ajustes, cuidar da higiene e — no alinhador — usar as horas combinadas. Tratamento que se arrasta por 6, 7 anos não é normal; merece uma segunda opinião.
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