Saúde e corpo
É uma queixa que quase nunca chega sozinha como motivo da consulta. A pessoa marca por causa de uma cárie, de uma prótese que começou a machucar, de um hálito que não melhora. E só no meio da conversa aparece a frase: "ah, e a minha boca vive seca".
Quase sempre, a explicação está na caixinha de remédios em cima da mesa.
Mais de quinhentos medicamentos listam boca seca entre os efeitos. Os que mais aparecem aqui na clínica são:
E existe um agravante silencioso: quanto mais remédios ao mesmo tempo, maior o efeito somado. Quem toma três ou quatro medicações contínuas — situação comum depois dos 50 — sente bem mais do que quem toma uma.
Até pouco tempo atrás, boca seca por medicamento era conversa de paciente acima dos 60. Deixou de ser. As canetas emagrecedoras da família GLP-1 — Mounjaro, Ozempic, Wegovy — trouxeram a mesma queixa para gente de 35, de 40, de 45 anos, que nunca tinha tomado remédio contínuo na vida.
E nelas o efeito vem triplicado. Além de reduzir a saliva, a medicação atrasa o esvaziamento do estômago, o que favorece refluxo — ácido subindo e encostando no esmalte por dentro. Some a isso a alimentação reduzida, com menos mastigação e portanto menos estímulo para produzir saliva, e está montado o cenário perfeito para a cárie que ninguém esperava.
Quem está na caneta não precisa escolher entre emagrecer e ter dente. Precisa saber que a boca entrou no tratamento também. Escrevemos o assunto inteiro em usa Mounjaro ou Ozempic? a caneta emagrece, a boca sente — inclusive o que fazer antes de extrair dente ou colocar implante usando a medicação.
Aqui está o ponto que faz o paciente levantar a sobrancelha: saliva não é água da boca. É tratamento.
Ela neutraliza o ácido que se forma depois de cada refeição. Ela devolve cálcio e fosfato ao esmalte, reparando o desgaste do dia a dia antes que ele vire buraco. Ela lava mecanicamente a superfície do dente. Faz isso o dia inteiro, de graça, sem ninguém perceber.
Quando a saliva diminui, some essa proteção — e aparecem cáries em lugares estranhos: na raiz do dente, na beirada de restaurações antigas, embaixo de próteses. Em gente que escovou os dentes a vida toda e nunca teve problema. Não é descuido: é defesa que faltou.
"O paciente jura que não mudou nada na escovação. E não mudou mesmo. O que mudou foi o remédio novo que o cardiologista receitou há oito meses."
— Dr. José Ricardo Noronha Rodrigues, Policlínica Dentária de Cabo FrioComeçando pelo que não fazer, porque é o mais importante: não pare o remédio e não mude a dose por conta própria. Pressão descontrolada é muito pior que boca seca. Quem ajusta a medicação é o médico que a prescreveu — e vale contar a ele, porque às vezes existe alternativa na mesma classe que resseca menos.
Do lado de cá, funciona:
A prótese depende de uma película de saliva para ficar bem adaptada e não machucar. Boca seca com prótese é combinação de ferida, de dor e de ardor — e muita gente acha que é a prótese que "não serve", quando o problema é outro. Falamos disso em prótese machucando.
Toma remédio contínuo e vive com a boca seca? Dá para proteger o dente antes da cárie aparecer.
Agendar pelo WhatsApp →Boa parte dos pacientes que atendemos há 30 anos hoje toma alguma medicação contínua. Isso não é problema — é vida acontecendo. O que não pode é a boca ficar de fora dessa conta.
Na Policlínica Dentária de Cabo Frio, o exame é completo, a radiografia é feita na própria clínica e quem avalia é o dono. Há 30 anos, o Dr. José Ricardo (CRO-RJ 22193) e a Dra. Marcia (CRO-RJ 22.194) atendem pessoalmente na Rua Raul Veiga 409, loja 05, Centro de Cabo Frio, os pacientes de Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e região.
WhatsApp (22) 98812-2812. Sem saliva, o dente fica sem defesa. Com acompanhamento, fica protegido.