Dor e urgência

A dor começa no ouvido. Ou na têmpora. Ou atrás do olho. A pessoa toma o que tem em casa, vai ao médico, examina o ouvido, e o ouvido está perfeito. Dias depois, um dente do fundo começa a reclamar do gelado. A dor estava no dente desde o começo. Só não estava dizendo o endereço.
Isso tem nome: dor referida. É quando o corpo sente a dor num lugar diferente de onde ela nasce. E, entre os dentes e a cabeça, ela é mais comum do que parece. O caminho também vale ao contrário: há dor de dente que não vem do dente.
Quase toda a sensibilidade do rosto é levada ao cérebro por um único nervo, o trigêmeo. Ele se divide em três ramos: um para a testa e a região dos olhos, um para o meio do rosto e os dentes de cima, e um para a mandíbula, os dentes de baixo, a articulação da mandíbula e parte do ouvido.
Quando um dente inflama, o sinal chega ao cérebro por esse nervo compartilhado. E o cérebro, que localiza muito bem uma dor na pele, localiza mal uma dor que vem de dentro. Ele "chuta" a região vizinha. É por isso que a dor de dente pode ser sentida no ouvido, na têmpora ou na cabeça inteira.
"O cérebro sabe que algo dói. Nem sempre sabe dizer onde. Cabe ao exame encontrar o endereço."
— Policlínica Dentária de Cabo FrioPode. A dor de origem dentária costuma ser de um lado só, mais forte perto da têmpora ou ao redor do olho, e tende a piorar ao mastigar, com frio ou calor, ou ao deitar. Dentes de cima, principalmente os do fundo, costumam irradiar para a têmpora e para a região da bochecha. Mas isso é tendência, não regra: cada pessoa sente de um jeito, e um dente pode doer longe de onde se espera.
Pode, e é uma das irradiações mais frequentes. Molares de baixo inflamados e o siso nascendo ou infeccionado costumam ser sentidos no ouvido, às vezes com sensação de ouvido "tampado". A articulação da mandíbula fica colada ao ouvido, e por isso a DTM também aparece como dor de ouvido (explicamos em mandíbula estalando: o que é DTM).
Uma pista prática: se o médico examinou o ouvido e ele está normal, mas a dor continua, é hora de examinar dentes e mandíbula.
Pode. O caso mais típico é o siso de baixo inflamado: a gengiva em volta dele incha, a dor desce para a garganta, engolir incomoda e abrir a boca fica difícil. Infecções nos dentes do fundo também podem dar essa sensação (falamos do siso em dente do siso: quando extrair).
Aqui há um limite claro: dificuldade para engolir a própria saliva ou para respirar não é caso de esperar consulta. É caso de pronto-socorro.
Uma infecção de origem dentária pode. Quando o nervo morre e a infecção chega à ponta da raiz, pode se formar um abscesso, e o corpo reage com inchaço, gânglio dolorido no pescoço e, às vezes, febre. Febre junto com dor de dente não é para ser abafada com remédio e esquecida. É sinal de que a infecção precisa ser tratada na origem.
Pode ser do dente, e pode ser de outro lugar sentido no dente. Três situações confundem muito:
Por isso a avaliação não olha só o dente que dói. Olha os dentes vizinhos, a mordida, a articulação e os músculos. E, quando tudo isso está bem, a resposta honesta é encaminhar ao médico.
Dor de dente que irradia merece consulta logo, antes que a inflamação avance. Mas alguns sinais pedem pronto-socorro, sem esperar:
Para o que fazer enquanto a consulta não chega, sem receita de internet, escrevemos o que é bom para dor de dente.
Sente dor no ouvido, na cabeça ou na garganta e desconfia de um dente? A avaliação, com radiografia, mostra se a origem é dentária, da mandíbula ou se o caminho é o médico.
Agendar pelo WhatsApp →Na Policlínica Dentária de Cabo Frio, o exame é completo, a radiografia é feita na própria clínica e quem avalia é o dono. Há 30 anos, o Dr. José Ricardo (CRO-RJ 22193) e a Dra. Marcia (CRO-RJ 22.194) atendem pessoalmente na Rua Raul Veiga 409, loja 05, Centro de Cabo Frio, os pacientes de Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e região.
WhatsApp (22) 98812-2812. Às vezes dói na cabeça. O endereço é o dente.