Implantes

Quem pensa em fazer implante costuma carregar uma dúvida que não diz em voz alta: e se o corpo rejeitar? E quem já tem implante, um dia, sente a coroa mexer ao mastigar e pensa logo no pior. As duas preocupações são legítimas. As duas costumam partir de uma ideia errada.
O corpo, na grande maioria dos casos, aceita muito bem o implante. O que existe são falhas com nome e causa: o implante que não se une ao osso, a gengiva que inflama, o parafuso que afrouxa. Entender a diferença entre elas é o que separa um susto de um problema de verdade.
Rejeição, no sentido que a palavra tem num transplante, em que o sistema de defesa ataca o material, é rara. O titânio é um dos materiais mais bem aceitos pelo corpo humano, e é exatamente por isso que se usa em implantes.
O que pode acontecer é outra coisa, em dois momentos diferentes:
Nenhuma das duas é o corpo "rejeitando" o titânio. São falhas de cicatrização ou de manutenção, com fatores de risco conhecidos.
Aqui está a confusão mais comum. O implante não é uma peça só. São três: o implante, que fica dentro do osso; o pilar, preso ao implante por um pequeno parafuso; e a coroa, o dente que aparece. Quando algo mexe, a primeira pergunta é: qual das três?
"Coroa solta é um ajuste. Implante solto é um diagnóstico. Os dois parecem iguais para quem mastiga, e por isso não se espera para ver."
— Policlínica Dentária de Cabo FrioEm ambos os casos, a orientação é a mesma: não mastigar do lado e marcar a avaliação logo. Um parafuso frouxo deixado assim pode quebrar, e o que era um ajuste vira um reparo maior.
A coroa pode soltar e cair, e na maioria das vezes é recolocada ou refeita. Guarde a peça e leve à consulta.
O implante pode ser perdido quando não se integra ou quando a peri-implantite consome o osso que o sustenta. Nesses casos, ele é removido, a região cicatriza e se avalia a colocação de um novo implante, às vezes com enxerto ósseo antes (explicamos em enxerto ósseo para implante).
Pode, e é o ponto que mais merece atenção. A inflamação acontece em duas fases:
O detalhe que engana: no começo, quase não dói. Por isso a revisão periódica encontra o problema antes de o paciente sentir.
Não. Titânio e cerâmica não sofrem cárie. Mas isso não é licença para descuidar: a placa bacteriana se acumula em volta do implante do mesmo jeito que em volta de um dente, e é ela que causa a mucosite e a peri-implantite. O implante não tem cárie. A gengiva em volta dele, sim, adoece.
Escovação cuidadosa, fio ou escova interdental em volta do implante e consultas de revisão na frequência que o seu caso pedir. Na revisão, a gengiva é avaliada, a mordida é conferida, a prótese é examinada e, quando necessário, se faz radiografia para acompanhar o osso. É esse acompanhamento que transforma um bom implante num implante duradouro (falamos mais em quanto dura um implante dentário).
Sente o implante ou a coroa mexendo, ou a gengiva em volta sangrando? A avaliação mostra se é um ajuste da prótese ou se o implante precisa de cuidado.
Agendar pelo WhatsApp →Na Policlínica Dentária de Cabo Frio, o exame é completo, a radiografia é feita na própria clínica e quem avalia é o dono. Há 30 anos, o Dr. José Ricardo (CRO-RJ 22193) e a Dra. Marcia (CRO-RJ 22.194) atendem pessoalmente na Rua Raul Veiga 409, loja 05, Centro de Cabo Frio, os pacientes de Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e região.
WhatsApp (22) 98812-2812. O corpo raramente rejeita o titânio. O que falha tem nome, causa e cuidado.