Implantes
No dia em que o protocolo fica pronto, muita gente sente que voltou a ter dentes. Mastiga carne, sorri na foto, para de esconder a boca com a mão. E então, alguns meses depois, vem uma queixa que pega de surpresa: um cheiro diferente, a gengiva sangrando, uma sujeira por baixo que a escova não tira. O protocolo não tem cárie. Mas acumula placa como qualquer dente.
A palavra "fixo" engana. Ele é fixo porque fica parafusado sobre os implantes e você não tira para dormir. Isso não quer dizer que dispense cuidado. Quer dizer que o cuidado é outro, e que uma parte dele só pode ser feita no consultório.
O protocolo é uma prótese que substitui todos os dentes de uma arcada, de cima ou de baixo, e fica presa sobre implantes. Em geral, são de quatro a seis implantes por arcada, mas o número depende do osso e do planejamento de cada caso. A prótese é aparafusada nos implantes: o paciente não remove em casa, e o dentista consegue remover no consultório quando precisa.
Uma das versões mais conhecidas é o All-on-4, que explicamos em detalhes em protocolo All-on-4. Para entender o implante em si, da avaliação à cicatrização, vale o guia completo do implante dentário.
Porque existe um espaço entre a prótese e a gengiva. Ele é necessário: é por ali que a higiene acontece e que a gengiva respira. Mas é também ali que se acumulam restos de comida e a placa bacteriana, aquela película pegajosa que se forma sobre qualquer superfície da boca.
Se a placa não é removida, ela endurece e vira tártaro, que a escova já não tira. A partir daí, os sinais aparecem:
O problema não é estético. A inflamação na gengiva ao redor do implante pode avançar para o osso que o sustenta, numa condição chamada peri-implantite. Explicamos esse caminho em implante: rejeição, mole ou caiu. O mau hálito também tem outras causas, que reunimos em mau hálito: causas e tratamento.
"O protocolo não tem cárie. O que adoece é a gengiva em volta dele, e ela depende da sua escova."
— Policlínica Dentária de Cabo FrioA rotina é um pouco diferente da dos dentes naturais. O dentista ensina, na sua boca, qual instrumento alcança cada região, mas o roteiro costuma ser este:
O melhor momento para a limpeza caprichada é à noite, antes de dormir. E vale um cuidado: cremes dentais muito abrasivos podem riscar a superfície da prótese com o tempo. Na dúvida, pergunte ao dentista qual usar.
Precisa, e esta é a parte que muita gente não ouve com clareza no dia da entrega. Por melhor que seja a higiene em casa, há regiões por baixo da prótese que só podem ser limpas por completo com ela fora da boca. Por isso, o protocolo tem duas frentes de cuidado.
Nas revisões periódicas, o dentista confere:
Na manutenção com remoção, a prótese é desparafusada no consultório, limpa por inteiro, revisada e recolocada. Com que frequência isso é feito depende do caso: da higiene, do tipo de prótese, de como a gengiva responde e do histórico do paciente.
Não existe um prazo que sirva para todo mundo, e desconfie de quem promete um número fechado sem ver a sua boca. O dentista define o intervalo olhando para a sua higiene, para a gengiva e para o histórico. Em geral, as revisões acontecem algumas vezes por ano. Quem acumula tártaro com facilidade, fuma, tem diabetes ou já teve inflamação ao redor dos implantes costuma precisar de intervalos menores.
A lógica é a mesma da limpeza dos dentes naturais, que explicamos em limpeza dental: de quanto em quanto tempo. E o retorno não deve esperar a data marcada se aparecer sangramento, inchaço, dor, mau cheiro persistente ou a sensação de que a prótese está mexendo.
A ideia é a mesma nas duas arcadas. O que muda é o terreno.
No protocolo superior, o osso da maxila costuma ser menos denso, e o seio maxilar fica logo acima da região dos dentes de trás. Por isso o planejamento pode pedir mais implantes, implantes inclinados ou enxerto ósseo, conforme o caso. Na higiene, a prótese de cima tem uma face voltada para o céu da boca que também precisa ser alcançada.
No protocolo inferior, a parte da frente da mandíbula costuma ter osso mais denso. Em compensação, essa região fica perto da saída das glândulas salivares e tende a acumular tártaro com mais facilidade. Ali, o fio passador e o irrigador costumam fazer bastante diferença.
E quanto dura tudo isso? A durabilidade do implante e da prótese está muito ligada justamente à manutenção, como mostramos em quanto dura um implante dentário. Gengiva que sangra, no protocolo ou nos dentes naturais, é sempre sinal de alerta; veja mais em gengiva sangrando e doença periodontal.
Tem protocolo e sente cheiro diferente, gengiva sangrando ou sujeira por baixo que não sai? A avaliação mostra como está a gengiva ao redor dos implantes e o que a manutenção precisa resolver.
Agendar pelo WhatsApp →Para conhecer o trabalho com implantes e protocolos da Policlínica, acesse a página de implantes dentários.
Na Policlínica Dentária de Cabo Frio, o exame é completo, a radiografia é feita na própria clínica e quem avalia é o dono. Há 30 anos, o Dr. José Ricardo (CRO-RJ 22193) e a Dra. Marcia (CRO-RJ 22.194) atendem pessoalmente na Rua Raul Veiga 409, loja 05, Centro de Cabo Frio, os pacientes de Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e região.
WhatsApp (22) 98812-2812. O protocolo é fixo na boca. Não é fixo no cuidado.